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Mistério em São Pedro: homem atira em frequentadores de cachoeira atingindo um deles no pescoço

(Por Marcelo Rocha/ Gazeta de Piracicaba)

Um atirador misterioso está causando pânico entre frequentadores de uma cachoeira na serra do Itaqueri, em São Pedro. No dia 23 de dezembro, ele efetuou disparos contra um grupo de quatro pessoas – que se dirigia para a chamada cachoeira do Pulo – e acertou o pescoço de um homem de 40, que ficou hospitalizado até o dia 27 de dezembro.

A vítima conta que conhece bem a região, pois eventualmente pratica mountain bike na serra. E que naquele dia foi passear na cachoeira em companhia de um amigo, a esposa e a filha desse amigo, uma criança de 7 anos.

“Naquele domingo, havíamos programado de fazer um piquenique na cachoeira do Pulo, que eu já conhecia por causa das minhas andanças de bicicleta”, diz.

Ele contou que conduziu seu veículo, um Toyota Bandeirante (4×4), até a entrada de uma propriedade onde há uma porteira, a partir da qual se tem acesso a uma trilha que leva à cachoeira.

Ao parar o veículo defronte à porteira, ouviu tiros e imaginou que fossem “caçadores de javalis, que ali tem muitos”, disse. “Pensando que fossem esses caçadores, comecei a buzinar na tentaiva de avisá-los, para que parassem. Eu e meu amigo, então, descemos do carro para abrir a porteira. Mas não levou um minuto e ele (atirador) voltou a atirar na gente, mas não dava para vê-lo porque ele estava amoitado. Meu amigo voltou correndo para o carro, mas eu não tive tempo. Ele acertou meu percoço e eu já caí sangrando”, conta.

Ferido, o homem recorda que pegou uma camiseta para estancar o sangue do pescoço. Sem conseguir dirigir, o amigo, mesmo atemorizado, assumiu o volante do veículo para iniciarem a fuga. Mas como havia chovido muito, o carro atolou numa valeta.

“E o cara continuou atirando, enquanto a criança e a mulher do meu amigo estavam desesperadas e chorando no banco traseiro do carro, e o sangue jorrava do meu pescoço. Achei que ia morrer”, relata.

Debaixo de tiros, o amigo da vítima conseguiu acionar o sistema de tração 4×4 do carro (que após o acionamento de uma alavanca na cabine ainda precisa ser feito manualmente, junto às rodas) e de lá partiram em busca de atendimento médico.

Na pista, perto do Rancho da Tirolesa, comunicaram o fato a policiais militares que ali estavam e logo se dirigiram a um pronto-socorro de São Pedro, onde a vítima recebeu os primeiros socorros antes de ser trazida de ambulância ao Hospital Unimed, em Piracicaba.

“Não cheguei a passar por cirurgia, mas o médico disse que foi um milagre eu ter sobrevivido, porque a bala entrou pelo lado direito e saiu no meio do pescoço, do lado esquerdo. Mas ainda ficou um pedaço do projétil lá dentro”, observa a vítima, que hoje está com problemas nas cordas vocais e precisará se submeter a sessões de fonoaudiologia.

MAIS AMEAÇAS

Além deste episódio, porém, já há pelo menos outros dois casos ocorridos nos últimos seis meses e registrados na Delegacia de Polícia de São Pedro. No dia 16 novembro, por exemplo, um morador de São Pedro pegou seu jeep e foi passear com a família naquela região.

“Estávamos eu, minha filha de 14 anos, e meus pais com mais de 60 anos. E aí tudo aconteceu, atiraram para matar”, relatou esta outra vítima numa mensagem de aplicativo.

O responsável pela Delegacia de Polícia de São Pedro, o delegado Marcel Willian Oliveira de Souza, informa que há uma investigação em curso e que ele e sua equipe de investigadores já fizeram algumas diligências ao local.

“Estamos colhendo informações, a cachoeira fica numa divisa entre duas propriedades rurais. Eu acho que esse cara não tem nada de lunático, é alguém querendo espantar as pessoas de lá”, afirma. O delegado pede que possíveis testemunhas ainda ocultas se manifestem sobre o tal atirador.

“Este é um caso de gravidade, por isso estamos dependendo de pessoas que colaborem com as investigações, para levantarmos mais indícios e descobrirmos a autoria desses crimes. Com certeza, alguém já viu essa pessoa”, pondera o policial, que não dá mais detalhes das investigações que, segundo ele, correm em sigilo.

Enquanto o autor dos tiros ainda é desconhecido, o delegado sugere que a população mantenha distância do local. “Mesmo porque é um local ermo, em meio a um canavial”, diz.

Fotos: Divulgação.

 

redação

1 Comentário

  • Querendo espantar!! Espantada estou eu com essa pacividade das autoridades locais. Um tirano, criminoso a solta e as pessoas privadas de seus direitos de ir e vir.

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