Saúde – Portal de Noticias Deu B.O https://deubo.com.br Se está aqui é porque Deu B.O Thu, 10 Apr 2025 02:25:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://deubo.com.br/wp-content/uploads/2025/04/DEU-B.O-PNG-2-SEM-FUNDO-1-150x150.png Saúde – Portal de Noticias Deu B.O https://deubo.com.br 32 32 Iranianas fazem cirurgias estéticas para ter oportunidades – 09/04/2025 – Equilíbrio https://deubo.com.br/iranianas-fazem-cirurgias-esteticas-para-ter-oportunidades-09-04-2025-equilibrio/ https://deubo.com.br/iranianas-fazem-cirurgias-esteticas-para-ter-oportunidades-09-04-2025-equilibrio/#respond Thu, 10 Apr 2025 02:25:21 +0000 https://demo.morusi.com/noticias02/iranianas-fazem-cirurgias-esteticas-para-ter-oportunidades-09-04-2025-equilibrio/

Todas as mulheres da família da modelo iraniana Azadeh, 29, fizeram rinoplastia para se adequar aos padrões de beleza ocidentais em um país onde o corpo feminino é rigidamente controlado.

Para Azadeh foi lucrativo suavizar a protuberância do nariz, conhecido como “nariz persa”.

Desde a Revolução Islâmica de 1979, as mulheres do Irã são obrigadas a se vestir com o que chamam de modéstia e a cobrir os cabelos, portanto a indústria da beleza se concentra no rosto.

Uma rinoplastia pode fazer uma grande diferença, disse Azadeh.

“Depois da operação, não só consegui trabalhos como modelo com melhor status social, como também ganho o triplo e sou mais respeitada pelos clientes”, disse ela.

Azadeh pediu que seu sobrenome não fosse revelado porque as modelos podem enfrentar pressão social no Irã.

De acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps, na sigla em inglês), sediada nos Estados Unidos, mais de 264.000 cirurgias estéticas foram realizadas no Irã em 2023, sendo a rinoplastia a mais comum.

Tendência cultural

Em Teerã e outras cidades iranianas, as clínicas de beleza anunciam seus serviços em outdoors coloridos, prometendo narizes esculpidos, pele impecável e dentes perfeitos.

“Tornou-se uma tendência cultural”, disse Hamidreza Hosnani, um cirurgião que realiza até 20 rinoplastias por semana em sua clínica em Teerã.

A tendência evoluiu, tornando-se cada vez mais ligada à identidade e ao status social, especialmente porque mais mulheres desafiam o rígido código de vestimenta.

Essa atitude foi acentuada após os protestos massivos desencadeados pela morte da curda iraniana Mahsa Amini, em 2022, enquanto estava sob custódia policial.

No Irã, onde o salário mínimo é de US$ 100 (R$ 593 reais, na cotação atual), uma rinoplastia básica custa até US$ 1.000 (R$ 5.936), muito mais barato do que em outros países, diz Hosnani.

Milhões de iranianos lutam contra o aumento dos preços e a desvalorização de sua moeda, causados em parte por anos de sanções internacionais.

“Tive até que pedir dinheiro emprestado a amigos e familiares para a operação, mas foi bem gasto”, afirmou Azadeh.

Reyhaneh Khoshhali, uma assistente cirúrgica de 28 anos, fez a operação há quatro anos e só se arrepende de não tê-la feito antes.

“Meu nariz realmente não parecia esteticamente agradável e eu queria ficar mais bonita”, disse.

Clínicas não autorizadas

Durante anos, o Irã teve centros médicos altamente avançados e se tornou um destino para estrangeiros que buscam cirurgias estéticas acessíveis e de alta qualidade. Mas os procedimentos também trazem riscos.

As autoridades iranianas alertaram sobre a proliferação de clínicas não autorizadas que realizam cirurgias estéticas.

Em fevereiro, dezenas de profissionais sem licença foram presos, e várias salas de cirurgia no hospital Apadana, em Teerã, foram fechadas por realizarem cirurgias não autorizadas, informou o Ministério da Saúde.

Em 2023, três mulheres morreram em um único dia — 7 de novembro — devido a cirurgias estéticas, em incidentes separados, em Teerã, informou a imprensa local na época.

Ava Goli ainda não fez sua rinoplastia e diz que precisa pesquisar antes de escolher um cirurgião confiável.

“Já vi algumas pessoas cujas rinoplastias não ficaram boas, (…) e sim, às vezes isso realmente me assusta”, afirmou a mulher de 23 anos.

No entanto, a demanda por cirurgias estéticas continua alta no Irã, e não apenas entre as mulheres.

Bahador Sayyadi, um contador de 33 anos, disse que pediu dinheiro emprestado para fazer um implante capilar.

“Minha situação financeira não é maravilhosa, mas graças a um empréstimo que obtive recentemente, poderei concluir o procedimento bem a tempo para o meu casamento”, afirmou.

“Os homens devem cuidar de si mesmos hoje em dia, assim como as mulheres”.

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Alunas zombam de jovem que transplantou coração 3 vezes – 09/04/2025 – Equilíbrio e Saúde https://deubo.com.br/alunas-zombam-de-jovem-que-transplantou-coracao-3-vezes-09-04-2025-equilibrio-e-saude/ https://deubo.com.br/alunas-zombam-de-jovem-que-transplantou-coracao-3-vezes-09-04-2025-equilibrio-e-saude/#respond Thu, 10 Apr 2025 02:25:17 +0000 https://demo.morusi.com/noticias02/alunas-zombam-de-jovem-que-transplantou-coracao-3-vezes-09-04-2025-equilibrio-e-saude/

Duas estudantes de medicina publicaram vídeo nas redes sociais zombando de uma jovem internada no Incor (Instituto do Coração) do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo) pela paciente ter passado por quatro transplantes, três no coração e um no rim. A postagem foi feita dias antes da morte da paciente.

A família de Vitória Chaves da Silva, 26, registrou queixa na delegacia nesta terça-feira (8) e acionou o Ministério Público para denunciar as alunas Gabrielli Farias de Souza e Thaís Caldeiras Soares Foffano, as autoras da publicação, pedindo retratação. O vídeo já foi apagado das redes.

Vitória recebeu o diagnóstico de cardiopatia congênita, uma má formação no coração surgida ainda no desenvolvimento do feto. Ela morreu por choque séptico e insuficiência renal crônica.

Gabrielli e Thaís não foram localizadas até a publicação desta reportagem.

As duas, sem citar Vitória nominalmente, diziam estar chocadas por saberem que uma paciente tinha recebido três corações mesmo diante das questões burocráticas, da fila para o procedimento e das dificuldades relacionadas à compatibilidade do órgão com o possível receptor.

Ambas fazem chacota do caso no vídeo, publicado em fevereiro, afirmando que um dos transplantes de coração não foi bem-sucedido porque os medicamentos não foram tomados corretamente, e disseram que a menina deve achar que tem sete vidas.

Disseram ainda que um dos transplantes teriam dado errado pois a paciente teria tomado os medicamentos de forma incorreta. Ao portal g1, a família contesta essa informação, afirmando que todos os procedimentos para o êxito do transplante foram realizados regularmente.

As estudantes tiveram conhecimento do caso pois estiveram no Hospital das Clínicas para a realização de um curso de extensão de curta duração. A instituição afirmou, em nota, que as alunas envolvidas são graduandas de outras instituições. Ressaltaram tomar medidas adicionais para reforçar a conduta ética junto aos estudantes, e disseram repudiar qualquer desrespeito a pacientes.

Já o Incor disse que está apurando a situação e tomando medidas cabíveis. Afirmou também repudiar comportamentos contrários à ética e confidencialidade do estado de saúde dos pacientes.

Também em nota, o Ministério Público do Estado de São Paulo informou que o caso foi protocolado na terça-feira (8) na Promotoria de Justiça de Direitos Humanos da Capital, e está sendo analisado pelo órgão.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo também se manifestou, relatando a investigação do caso como crime de injúria pelo 14° Distrito Policial, em Pinheiros, zona oeste da capital paulista. Segundo a secretaria, a mãe da vítima foi ouvida.

O caso de Vitória já havia sido retratado pelo Profissão Repórter, da TV Globo, em 2016. Cinco anos depois, em nova entrevista ao mesmo programa, a própria paciente ressaltou estar debilitada e cuidando de problemas decorrentes da insuficiência cardíaca.

A jovem nasceu em Luziânia (196 km de Goiânia) e recebeu o diagnóstico de Anomalia de Ebstein, uma cardiopatia congênita, após o nascimento. Mudou-se para São Paulo com quatro anos para realizar procedimentos médicos, e realizou o primeiro transplante em 2005.

O segundo transplante viria em 2016, após novos problemas no coração. Três anos depois, sofreu de rejeição aguda do órgão e foi internada no Distrito Federal. Recebeu liberação médica para fazer o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Em 2023, Vitória passou por um transplante no rim e voltou para a fila de possíveis receptores para um novo coração. O terceiro órgão foi recebido no ano passado.

Segundo o Centro Acadêmico Oswaldo Cruz, dos estudantes de medicina da USP, Gabrielli e Thaís faziam parte do Experiência HC na Prática, programa do hospital possibilitando que estudantes de outras faculdades realizem até três disciplinas oferecidas pela instituição.

Custa R$ 8.450,00 por especialidade, além de uma taxa de R$ 350,00 de inscrição no processo seletivo. A exigência é que os alunos estejam entre o quarto e o sexto ano da faculdade.

O programa foi alvo de greve dos estudantes da Faculdade de Medicina no ano passado, argumentando que ele atrasaria o período de internato dos uspianos diante da divisão de vagas, já limitadas, com os discentes externos.

Em nota, o centro acadêmico lamentou a espetacularização da vida de Vitória e afirmou que o Hospital das Clínicas deve verificar o compromisso ético dos alunos matriculados em favor da segurança e do sigilo dos pacientes.

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Estudo da USP vê ligação entre álcool e risco de demência – 09/04/2025 – Equilíbrio e Saúde https://deubo.com.br/estudo-da-usp-ve-ligacao-entre-alcool-e-risco-de-demencia-09-04-2025-equilibrio-e-saude/ https://deubo.com.br/estudo-da-usp-ve-ligacao-entre-alcool-e-risco-de-demencia-09-04-2025-equilibrio-e-saude/#respond Thu, 10 Apr 2025 02:25:13 +0000 https://demo.morusi.com/noticias02/estudo-da-usp-ve-ligacao-entre-alcool-e-risco-de-demencia-09-04-2025-equilibrio-e-saude/

Oito ou mais doses de álcool por semana estão associadas a um maior risco de lesões cerebrais ligadas a problemas de memória e cognição, aponta um novo estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), publicado nesta quarta (9) na revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia.

Essas alterações são chamadas de arteriolosclerose hialina e se caracterizam pelo endurecimento e espessamento das paredes das arteríolas (pequenos vasos sanguíneos). Esse processo dificulta o fluxo sanguíneo e pode causar danos aos órgãos, incluindo o cérebro, ao longo do tempo.

Para investigar as lesões, os pesquisadores utilizaram amostras de tecido cerebral do Biobanco para Estudos em Envelhecimento da FMUSP (Gerolab), conhecido como “banco de cérebros”. O biobanco existe desde 2004, tem cerca de 4.000 cérebros guardados e é um dos mais diversos do mundo.

Foram analisados dados de 1.781 pessoas submetidas a autópsias, com idade média de 75 anos ao morrer. Além do tecido cerebral, foram investigados sexo, idade, raça, condições socioeconômicas, doenças prévias, entre outras. Familiares dos mortos também responderam a questionários sobre os hábitos, entre eles o de consumo de álcool.

Com base nas respostas, foram formados quatro grupos: 965 pessoas que nunca beberam, 319 eram bebedores moderados (que consumiam até sete doses por semana), 129 bebedores excessivos (que consumiam oito ou mais doses por semana) e 368 ex-bebedores excessivos.

Os pesquisadores definiram uma dose como 14 g de álcool, o que equivale a cerca de 350 ml de cerveja, 150 ml de vinho ou 45 ml de destilados. Também avaliaram fatores que poderiam influenciar a saúde cerebral, como idade no momento da morte, tabagismo e o nível de atividade física, para evitar vieses nos resultados.

Os bebedores excessivos apresentavam um risco 133% maior de desenvolver lesões cerebrais em comparação com os abstêmios. Entre os ex-bebedores excessivos, o risco de lesões foi 89% maior e, entre os moderados, 60% —em comparação com os abstêmios.

“A gente sugere que até pessoas que usam o álcool de maneira moderada [uma dose por dia] já têm risco maior de desenvolver arteriolosclerose hialina”, diz Alberto Fernando Oliveira Justo, pesquisador de pós-doutorado da FMUSP e primeiro autor do artigo. O estudo, porém, não estabelece uma associação entre

consumo moderado de álcool e habilidades cognitivas.

Os bebedores excessivos e ex-bebedores excessivos tiveram maior probabilidade de desenvolver emaranhados da proteína tau, um biomarcador associado à doença de Alzheimer, com um aumento de 41% e 31%, respectivamente.

O consumo excessivo de álcool no passado também foi associado a uma menor proporção de massa cerebral e piores habilidades cognitivas.

Para o pesquisador, os resultados do estudo reforçam as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde), no sentido de que não há dose segura para o consumo de álcool. O álcool contribui para mais de 200 doenças e lesões e causa mais de 3 milhões de mortes por ano em todo mundo, segundo a OMS.

“Antes a gente tinha essa ideia de que o álcool moderado era até um pouco benéfico e só o consumo abusivo era super prejudicial. Agora, a gente está vendo que até o baixo consumo pode trazer problemas de saúde”, diz Justo.

Uma das hipóteses que explicam os supostos efeitos protetores de pequenas quantidades de álcool na cognição, encontrados em alguns estudos, são chamados fatores de confusão, como estilo de vida mais saudável e melhor condição socioeconômica.

Na opinião de Justo, compreender os efeitos a longo prazo do álcool na saúde cerebral, especialmente no que diz respeito à memória e às habilidades cognitivas, é fundamental para a conscientização pública e para a implementação de medidas preventivas para reduzir o consumo excessivo da substância.

Os gastos diretos com hospitalizações e procedimentos ambulatoriais para tratar problemas de saúde relacionados ao uso do álcool custam ao SUS (Sistema Único de Saúde) R$ 1,1 bilhão por ano, segundo estudo da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

No Brasil, o Congresso Nacional analisa uma nova reforma tributária, que entre outras propostas prevê a criação de um imposto seletivo para desestimular o consumo de produtos prejudiciais à saúde, como as bebidas alcoólicas.

O estudo da USP tem algumas limitações. Por exemplo, por falta de dados dos participantes antes da morte, não traz informações sobre a relação entre a duração do consumo de álcool e as capacidades cognitivas.

Também não foi avaliada a presença de deficiências vitamínicas, que são comumente encontradas em indivíduos com consumo excessivo de álcool.

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Rio amplia vacina da dengue para jovens de 19 e 20 anos – 09/04/2025 – Equilíbrio e Saúde https://deubo.com.br/rio-amplia-vacina-da-dengue-para-jovens-de-19-e-20-anos-09-04-2025-equilibrio-e-saude/ https://deubo.com.br/rio-amplia-vacina-da-dengue-para-jovens-de-19-e-20-anos-09-04-2025-equilibrio-e-saude/#respond Thu, 10 Apr 2025 02:25:10 +0000 https://demo.morusi.com/noticias02/rio-amplia-vacina-da-dengue-para-jovens-de-19-e-20-anos-09-04-2025-equilibrio-e-saude/

A cidade do Rio de Janeiro começou a vacinar contra a dengue jovens de 19 e 20 anos a partir desta quarta-feira (10). A ampliação da faixa etária vale até o dia 18 de abril ou enquanto durarem as doses disponíveis — ao todo, 26 mil vacinas foram liberadas pela prefeitura para esse público. Crianças e adolescentes de 10 a 18 anos seguem contemplados pela campanha.

“Somente 26 mil doses foram disponibilizadas para essa aplicação. Então, as pessoas que chegarem primeiro vão conseguir tomar a vacina. Os estoques estão no final, e, por isso, a gente recomenda que as pessoas procurem as unidades o quanto antes para se vacinar”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

Para receber o imunizante, é necessário apresentar documento de identidade e, se possível, a carteira de vacinação. A campanha acontece em todas as 240 unidades de atenção primária da cidade, além do Super Centro Carioca de Vacinação, com unidades em Botafogo e no ParkShopping de Campo Grande.

Os locais de vacinação no município do Rio podem ser consultados no site da prefeitura.

A vacina contra a dengue é aplicada em duas doses, com intervalo de três meses entre elas. Quem teve dengue recentemente precisa aguardar seis meses a partir do início dos sintomas para tomar a primeira dose. Caso a infecção ocorra após a aplicação da primeira, é necessário aguardar 30 dias desde o início dos sintomas para tomar a segunda dose.

A ampliação da faixa etária faz parte da estratégia do Ministério da Saúde para evitar o desperdício de doses próximas ao vencimento. Embora o protocolo do PNI (Programa Nacional de Imunizações) priorize crianças e adolescentes de 10 a 14 anos que vivem em áreas com maior incidência da doença, a baixa adesão levou a pasta a autorizar a aplicação em outros públicos.

O Brasil é o primeiro país do mundo a incorporar a vacina contra a dengue à rede pública de saúde. Das 6,5 milhões de doses enviadas pelo governo federal aos estados e municípios, apenas 3,3 milhões foram aplicadas até o momento.

Além da vacinação, as autoridades de saúde reforçam a importância de ações de prevenção para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunha. A recomendação é manter caixas d’água tampadas, eliminar recipientes que possam acumular água parada e limpar calhas, vasos e ralos com frequência.

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Maneira como falamos pode agravar ‘epidemia da solidão’ – 09/04/2025 – Equilíbrio https://deubo.com.br/maneira-como-falamos-pode-agravar-epidemia-da-solidao-09-04-2025-equilibrio/ https://deubo.com.br/maneira-como-falamos-pode-agravar-epidemia-da-solidao-09-04-2025-equilibrio/#respond Thu, 10 Apr 2025 02:24:55 +0000 https://demo.morusi.com/noticias02/maneira-como-falamos-pode-agravar-epidemia-da-solidao-09-04-2025-equilibrio/

Por duas semanas, 138 adultos nos Estados Unidos foram acompanhados por pesquisadores, que queriam entender como as opiniões que as pessoas têm sobre a solidão impactam a própria experiência de estar sozinho.

Eles descobriram que pessoas com opiniões negativas sobre estarem sozinhas se sentiram “significativamente mais solitárias” depois de passarem algum tempo assim.

Em contraste, os que tinham uma visão positiva se sentiram menos solitários.

Em outra frente, os mesmos pesquisadores, do Departamento de Psicologia da Universidade de Michigan, analisaram 144 artigos e reportagens sobre estar sozinho publicados entre 2020 e 2022 nos 10 jornais diários de maior circulação nos Estados Unidos.

Segundo os pesquisadores, os títulos tinham 10 vezes mais probabilidade de descrever estar sozinho de forma negativa do que positiva, e títulos negativos “foram quase duas vezes mais frequentes do que as neutras”.

Com estas e outras evidências, coletadas com metodologias variadas, os psicólogos da Universidade de Michigan argumentam em estudo recém-publicado que crenças sociais sobre a solidão, perpetuadas pela mídia, podem acabar exacerbando o sentimento negativo de estar só.

Além disso, o senso comum sobre a solidão acaba confundindo estar sozinho com se sentir solitário.

O estudo foi publicado em fevereiro na revista científica Nature Communications.

“É importante deixar bem claro o que é a solidão, e não acho que a mídia e as campanhas de saúde pública façam isso de forma adequada”, diz à BBC News Brasil a autora principal do estudo, Micaela Rodriguez.

“A solidão é uma experiência subjetiva, um sentimento. É possível sentir-se solitário mesmo perto de outras pessoas. Não é o mesmo que estar fisicamente sozinho.”

Parte dessa confusão foi propagada nos últimos anos depois de alertas sobre uma “epidemia de solidão”, apontada por instituições como a OMS (Organização Mundial da Saúde) e o cirurgião-geral dos Estados Unidos (principal porta-voz do governo americano para assuntos de saúde pública).

A solidão, nesses casos, tem mais a ver com o isolamento social —uma desconexão crônica, quando se desconecta dos outros por um longo período de tempo. Isso representa uma ameaça à saúde pública, ligada a uma série de problemas, desde depressão até morte prematura.

Entretanto, para os pesquisadores da Universidade de Michigan, a mídia e campanhas de conscientização erram ao alertar que estar sozinho, independente das circunstâncias, seria um problema.

Segundo os pesquisadores, a noção de que estar só é fundamentalmente prejudicial não apenas é falsa, mas também pode impedir que as pessoas vivenciem de forma positiva o tempo que passam sozinhas —algo inevitável e natural no cotidiano.

“Ao dizer às pessoas que ficar sozinho é ruim, estamos influenciando suas crenças [sobre essa experiência] e, provavelmente, agravando o problema. Estamos minando sua capacidade de ficarem sozinhas, levando-as a se sentirem pior”, diz Rodriguez.

Além disso, a psicóloga destaca que muitas campanhas focam exclusivamente em aumentar o contato social, mas algumas pessoas se sentem solitárias mesmo interagindo com outras frequentemente.

Estar só pode ser uma experiência positiva, dizem psicólogos

Rodriguez salienta que o objetivo da pesquisa não é sugerir que devemos passar mais tempo sozinhos e nem que a mídia deveria encorajar as pessoas a ficarem sozinhas.

“Não há dúvida de que conexão social é importante”, afirma a pesquisadora.

“Sabemos que, em geral, quanto mais as pessoas interagem com outras, melhor para elas.”

No entanto, a psicóloga diz que, em vez de se concentrar na mensagem de que estar só é ruim, o foco poderia ser nos benefícios da conexão com outros e também em ajudar as pessoas a desenvolver um relacionamento mais positivo com o tempo que passam sozinhas, reconhecendo os potenciais benefícios.

“[Passar] tempo sozinho pode ajudar a controlar emoções negativas, a se restaurar, a refletir sobre sua vida, pensar criativamente, ter novas ideias e simplesmente se conectar com você, seus objetivos e o que você quer”, enumera Rodriguez.

“Quando as pessoas encaram seu tempo sozinhas como um tempo para si mesmas, elas se sentem muito melhor do que se encarassem isso como isolamento.”

O psicólogo Ethan Kross, também autor da pesquisa, destaca mais benefícios desses momentos.

“Se você vê estar sozinho como fonte de rejuvenescimento, restauração e criatividade, por exemplo, pode ficar muito feliz por estar sozinho e [pode] não sentir solidão”, diz o pesquisador à BBC News Brasil.

Como foram feitos os estudos

Os pesquisadores da Universidade Michigan fizeram cinco etapas de pesquisa, como a análise de textos jornalísticos e o acompanhamento de 138 adultos por duas semanas.

Além disso, eles demonstraram que a exposição à representação negativa na mídia poderia ter impacto direto na maneira como as pessoas pensam sobre a experiência de estarem sozinhas.

Mais de 400 participantes foram divididos aleatoriamente em três grupos: um leu sobre os benefícios de estar sozinho, outro sobre os riscos, e o terceiro grupo leu textos não relacionados ao tema.

Os textos sobre a solidão foram apresentados em meio a textos sobre outros assuntos, para ocultar o propósito do experimento.

Os participantes então responderam a perguntas sobre o que pensavam a respeito de vários tópicos, entre eles estar sozinho.

Os que haviam lido sobre os benefícios demonstraram opiniões “significativamente mais positivas” sobre estar sozinho do que os outros grupos.

Duas outras etapas, envolvendo centenas de participantes na África do Sul, Austrália, Brasil, Espanha, Japão, México, Polônia e Reino Unido, confirmaram que resultados semelhantes eram verificados em diferentes culturas.

“Observamos todos os continentes, menos a Antártica, e descobrimos que esses efeitos ocorreram nas diferentes culturas”, explica Rodriguez.

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