Educação – Portal de Noticias Deu B.O https://deubo.com.br Se está aqui é porque Deu B.O Thu, 10 Apr 2025 02:27:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://deubo.com.br/wp-content/uploads/2025/04/DEU-B.O-PNG-2-SEM-FUNDO-1-150x150.png Educação – Portal de Noticias Deu B.O https://deubo.com.br 32 32 MEC fala em reforço de transparência após dados barrados – 09/04/2025 – Educação https://deubo.com.br/mec-fala-em-reforco-de-transparencia-apos-dados-barrados-09-04-2025-educacao/ https://deubo.com.br/mec-fala-em-reforco-de-transparencia-apos-dados-barrados-09-04-2025-educacao/#respond Thu, 10 Apr 2025 02:27:11 +0000 https://demo.morusi.com/noticias02/mec-fala-em-reforco-de-transparencia-apos-dados-barrados-09-04-2025-educacao/

Sob promessa de ampliar a transparência, o Ministério da Educação anunciou a criação de um comitê para reavaliar os dados do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), após o Inep (Instituto Nacional de Ensino e Pesquisa) tentar engavetar as informações sobre alfabetização no Brasil.

O ministro Camilo Santana afirmou, nesta quarta-feira (9), que escolheu “notórios especialistas” da área para compor o grupo e que o objetivo é de orientar e fazer recomendações sobre o sistema de avaliação.

“Quando ocorre divergência de dados, como ocorreu recentemente, para dar transparência a tudo isso, criamos uma portaria ontem, um grupo de notórios, especialistas na área, para tirar qualquer dúvida e dar orientações ao MEC sobre esse tema. Considero fundamental para dar transparência”, afirmou.

Os nove integrantes do comitê foram escolhidos pelo próprio ministro a partir de voluntários e, segundo publicação no Diário Oficial, o grupo terá como objetivo “apresentar recomendações” e “avaliar propostas” para melhorias nos procedimentos do Saeb.

O prazo dos trabalhos é de 30 dias, prorrogáveis pelo mesmo período, se necessário.

A declaração aconteceu durante o evento do Censo Escolar de 2024, que foi divulgado com meses de atraso. Foi a primeira vez que ele se pronunciou à imprensa sobre a crise na transparência de dados da educação.

Como revelou Folha, o Inep quis engavetar os dados de alfabetização do Saeb de 2023, em uma decisão inédita.

O movimento foi contestado por técnicos do MEC, e o ministro Santana ordenou a divulgação das informações.

Quando revelados, os dados confirmaram o que era uma suspeita de servidores da pasta: havia diferenças entre o Saeb e um novo índice de alfabetização utilizado pelo governo no ano passado, que tinha como base as avaliações aplicadas pelos estados.

Enquanto a avaliação já divulgada, com informações estaduais, mostrava que 56% das crianças do 2º ano estavam alfabetizadas em 2023, os dados do sistema nacional indicam um percentual menor, de 49%.

Isso representa queda com relação a 2019, antes da pandemia, quando o mesmo Saeb indicava que o país tinha 55% das crianças alfabetizadas, segundo critérios de aprendizagem definidos pelo atual governo.

A divulgação anterior aconteceu em 2024 e, já na época, foi criticada por especialistas, que questionavam sua metodologia e possíveis problemas na compatibilização com os dados nacionais.

Na época, Santana foi questionado sobre isso e concordou que os métodos eram diferentes, mas que isso não traria maiores problemas.

O governo, então, prometeu que daria transparência aos dados do Saeb —mas, no início deste ano, tentou ocultá-los.

Nesta quarta, o ministro defendeu a necessidade de se dar transparência aos dados e às avaliações.

Ele e o presidente do Inep, Manuel Palácios, lembraram que foram encontradas divergências e problemas nas amostras colhidas pelo Saeb, o que motivou a decisão de não divulgação e reforçou a necessidade de uma reavaliação de seus procedimentos.

Santana também reafirmou o compromisso da pasta em dar espaço também para os dados produzidos a partir dos estados —e questionados por especialistas—, de forma complementar às avaliações nacionais.

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Lista extra: Fuvest divulga aprovados em vestibular e Enem – 09/04/2025 – Educação https://deubo.com.br/lista-extra-fuvest-divulga-aprovados-em-vestibular-e-enem-09-04-2025-educacao/ https://deubo.com.br/lista-extra-fuvest-divulga-aprovados-em-vestibular-e-enem-09-04-2025-educacao/#respond Thu, 10 Apr 2025 02:27:06 +0000 https://demo.morusi.com/noticias02/lista-extra-fuvest-divulga-aprovados-em-vestibular-e-enem-09-04-2025-educacao/

A Fuvest divulgou, nesta quarta-feira (9), os nomes dos convocados na lista de espera extra para o vestibular e o EnemUSP 2025.

Veja a lista de aprovados aqui.

A lista extra tem como objetivo preencher as vagas restantes, após a última chamada e matrícula. Apenas os candidatos que manifestaram interesse participaram desse processo.

Os candidatos que realizaram a prova da Fuvest em 2024 ou se inscreveram na modalidade de ingresso utilizando a nota do Enem estavam aptos a participar da seleção.

No caso dos estudantes que realizaram a inscrição a partir do Provão Paulista e forem considerados elegíveis para as vagas, eles serão convocados automaticamente.

CALENDÁRIO DE MATRÍCULA

Os selecionados poderão realizar a pré-matrícula virtual a partir do dia 10 de abril, às 8h, até 11 de abril, ao meio-dia.

Nesta quarta-feira (9), a USP também abriu as inscrições para o exame de transferência externa. A Fuvest, responsável pelo processo, afirma que 1.124 vagas estarão disponíveis.

Para se inscrever, o candidato precisa estar regularmente matriculado em cursos de graduação de qualquer instituição de ensino superior. Porém, não serão aceitos estudantes em cursos sequenciais ou de curta duração.

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UFPR abre inscrições para vestibular 2026 – 09/04/2025 – Educação https://deubo.com.br/ufpr-abre-inscricoes-para-vestibular-2026-09-04-2025-educacao/ https://deubo.com.br/ufpr-abre-inscricoes-para-vestibular-2026-09-04-2025-educacao/#respond Thu, 10 Apr 2025 02:27:01 +0000 https://demo.morusi.com/noticias02/ufpr-abre-inscricoes-para-vestibular-2026-09-04-2025-educacao/

A UFPR (Universidade Federal do Paraná) está com as inscrições abertas para o vestibular 2026. A instituição também divulgou o calendário de aplicação da primeira e segunda fase do processo seletivo.

A partir desta quarta-feira (9) e até o dia 6 de junho, as inscrições estarão disponíveis no site da UFPR. O valor da taxa de inscrição é de R$ 195 e o pagamento pode ser realizado por boleto bancário ou Pix. De acordo com a instituição, haverá o benefício da isenção da taxa de inscrição.

Os candidatos cadastrados no CadÚnico (cadastro único dos programas sociais do governo federal) ou que cursaram o ensino médio em escola pública e que têm renda familiar bruta mensal igual ou inferior de até um salário mínimo e meio (R$ 2.277) serão beneficiários da isenção da taxa.

A primeira fase do vestibular, marcada para 5 de outubro, terá duração de até cinco horas e meia, com 90 questões de múltipla escolha.

A segunda fase será dividida em dois dias de provas. O primeiro dia será baseado na compreensão e produção de texto e terá duração máxima de duas horas e meia. No segundo dia, a prova será voltada para as provas específicas, com duração de duas horas e meia.


Calendário do vestibular 2026 da UFPR

  • Período de inscrição geral: 9 de abril a 6 de junho
  • Período de solicitação da isenção da taxa de inscrição: 9 de abril a 2 de maio
  • Aplicação da prova da 1ª fase: 5 de outubro
  • Divulgação da classificação geral e convocação para a 2ª fase: 28 de outubro
  • Aplicação da primeira prova (compreensão e produção de texto) da 2ª fase: 30 de novembro
  • Aplicação da segunda prova (provas específicas) da 2ª fase: 1º de dezembro
  • Divulgação da classificação final dos candidatos: 16 de janeiro

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Para produzir conteúdo é preciso ter algum? – 09/04/2025 – Sérgio Rodrigues https://deubo.com.br/para-produzir-conteudo-e-preciso-ter-algum-09-04-2025-sergio-rodrigues/ https://deubo.com.br/para-produzir-conteudo-e-preciso-ter-algum-09-04-2025-sergio-rodrigues/#respond Thu, 10 Apr 2025 02:26:58 +0000 https://demo.morusi.com/noticias02/para-produzir-conteudo-e-preciso-ter-algum-09-04-2025-sergio-rodrigues/

A palavra “conteúdo” ganhou conteúdo à beça desde que nasceu, do latim vulgar “contenutus”, lá na infância do português. A princípio queria dizer só o que estava contido num continente, como o líquido numa garrafa.

Não deve ter demorado muito —as metáforas nunca demoram— a ganhar o sentido figurado de assunto, tema, conjunto de dados.

Conteúdo ainda era o que está contido em algo, mas agora carregava também um sentido mais ideal do que físico: era saber. Passamos a falar do conteúdo de livros, cursos —e, por metonímia, de pessoas.

Sinônimo de substância, informação tratada com seriedade, logo a palavra se apresentou na expressão “ter conteúdo”, que fez bastante sucesso no século passado. Elogiosa, significava ter algo a dizer.

“O livro (ou filme etc.) diverte, mas não tem conteúdo”, repetia-se muito esse clichê crítico. Ou seja, o produto em questão era bonitinho mas ordinário. Faltava-lhe certa gravidade, “gravitas”. O conteúdo tinha peso.

Ainda tem, claro, em certas acepções. Os sentidos históricos das palavras quase nunca somem, ficam vagando por aí e se acumulam em camadas geológicas na língua.

Seja como for, em fins do século 20 o conteúdo começou a mudar outra vez. Surgiu no mercado de comunicação o “profissional de conteúdo” —expressão sem nenhuma conotação elogiosa, apenas descritiva.

Era como se chamava a pessoa encarregada da criação de uma mensagem capaz de ser veiculada, com o mínimo de adaptações, em qualquer meio —da internet à TV, passando por jornais, revistas, mensagens de celular, sinais de fumaça.

Saía mais barato para quem pagava o salário do tal escriba —que assim, e sem ganhar aumento, via seu trabalho se espalhar pelas tantas possibilidades midiáticas abertas naquele início de revolução digital.

Ou pelo menos era o que rezava o evangelho da época. Nunca se escreveu tanto lixo em nome de uma doutrina. Chegou um momento curioso: se a pessoa falava muito em conteúdo, você ia ver e era batata —não tinha conteúdo nenhum.

A revolução digital precisou dar mais voltas no parafuso para que o conteúdo atingisse um novo patamar em sua trajetória de palavra-fetiche.

Saiu o “profissional” —palavra associada a um mundo tão velho quanto o de “Mad Men”, com suas carteiras de trabalho e suas grandes empresas de comunicação— e entrou o “produtor de conteúdo”, que pode trabalhar no seu quarto.

E que conteúdo produz o produtor de conteúdo? Qualquer um que tenha saída na imensurável feira digital em que vagamos todos, comprando e vendendo.

Os artefatos simbólicos que cabem na definição têm linguagens variadas, com predominância de vídeo. Em comum, o fato de nos entreterem por alguns minutos ou segundos antes do próximo shot.

Entretenimento, informação, pregão de venda, educação, propaganda, fake news —todos os gêneros se misturam, as fronteiras vão ficando borradas.

Em sua versão digital de hoje, o antigo particípio do verbo conter tende à pasta. Quando o continente tem as dimensões do nosso vício mórbido em distração, o conteúdo pode se dar ao luxo de dispensar o menor traço de conteúdo.


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Matrículas na educação infantil ficam estagnadas em 2024 – 09/04/2025 – Educação https://deubo.com.br/matriculas-na-educacao-infantil-ficam-estagnadas-em-2024-09-04-2025-educacao/ https://deubo.com.br/matriculas-na-educacao-infantil-ficam-estagnadas-em-2024-09-04-2025-educacao/#respond Thu, 10 Apr 2025 02:26:47 +0000 https://demo.morusi.com/noticias02/matriculas-na-educacao-infantil-ficam-estagnadas-em-2024-09-04-2025-educacao/

O Brasil não conseguiu no ano passado manter o ritmo de ampliação das matrículas na educação infantil, e o país ficou longe de alcançar a meta prevista para essa etapa. De 2023 para 2024, o número de crianças de 0 a 3 anos matriculadas em creches aumentou apenas 1,5%, passando de 4,12 para 4,18 milhões de alunos.

Na pré-escola, que atende crianças de 4 e 5 anos, não apenas não houve avanço, mas o país ainda retrocedeu e registrou queda de matrículas. Em 2024, o país tinha 34.079 alunos a menos nessa etapa —uma queda de 0,7% em relação a 2023.

Os dados constam no Censo Escolar 2024, que foi apresentado nesta quarta-feira (9) pelo ministro da Educação, Camilo Santana. O censo é de responsabilidade do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), ligado ao MEC. A divulgação atrasou mais de dois meses.

As metas para a educação infantil foram estipuladas na lei do Plano Nacional de Educação que venceu em 2024.

O plano previa que o Brasil ofertasse vaga em creche para ao menos 50% das crianças de 0 a 3 anos. O país conseguiu garantir matrícula para apenas 38,7% da população dessa faixa etária. Seria necessário incluir mais 820 mil alunos para alcançar a meta.

Já para a pré-escola, a meta era alcançar a universalização do atendimento nessa faixa etária. No entanto, foi garantido a matrícula de apenas 92,9% das crianças em 2024 —0,2 pontos percentuais a mais do que o registrado em 2019, antes da pandemia.

Nesta quarta, o ministro Camilo Santana lamentou que o país não tenha conseguido melhorar o atendimento escolar nessa faixa etária e disse que o governo federal tem atuado para induzir as prefeituras a investirem na ampliação dessa etapa.

“Nosso desejo é que a gente pudesse ter pelo menos metade das crianças na creche para almejar mais, mas isso depende muito da liderança e decisão política dos prefeitos e governadores. O que o MEC pode fazer é induzir, nós aumentamos o valor do repasse do Fundeb, incluímos as obras de creche no PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]”, disse o ministro.

A maior parte das crianças na educação infantil está no sistema público, majoritariamente na rede municipal, responsável pelos anos iniciais da educação básica. Duas em cada três crianças que frequentam creches estão matriculadas na rede pública —99,8% dos alunos de creches públicas estão em unidades municipais.

Camilo demonstrou especial preocupação com o recuo de matrículas na pré-escola, etapa que a Constituição Federal estabelece como obrigatória. Houve queda em 14 unidades da federação, sendo as maiores reduções no Piauí (recuo de 3,2%), Distrito Federal (2,4%), Rio de Janeiro (2,2%) e São Paulo (1,5%).

Mariana Luz, da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, disse que a estagnação na educação infantil é muito negativa já que o país ainda tem um longo caminho a trilhar. “O Brasil segue em dívida com a educação infantil. A pré-escola, etapa obrigatória, ainda não está universalizada. E a creche ainda está abaixo dos 50%.

Ela destaca como positivo o aumento de crianças negras na educação infantil. “Embora esses dados possam indicar um pequeno avanço, é preciso considerar que as crianças negras são as mais vulnerabilizadas e, por sua vez, as que mais precisam de vagas em creche —e também as que menos têm acesso a essas vagas.”

Pela primeira vez, o número de crianças pretas e pardas ultrapassou o de brancas que são atendidas nas creches. Dos 4,18 milhões de alunos nessa etapa, 1,6 milhão são brancos e 1,68 milhão são negros.

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